quarta-feira, 19 de agosto de 2009

As aparências realmente enganam!

É meu povo, vocês me conhecem e sabem que, às vezes (raramente pra falar a verdade rs!) eu dou umas bolas fora né... Então hoje vou contar um “causo” pra vocês ficarem alertas quanto aos gatinhos novos da faculdade, principalmente a mulherada. Vamos à piada do dia: Inicio de semestre na faculdade (faz um tempinho isso, viu galera!), aquela empolgação toda, trote no primeiro dia, chopadinha na Farani... 

Qualquer estudante da FACHA sabe do que eu estou falando! Nada mais sem graça do que a famosa musiqueta e ridícula “todo calouro é burro, todo calouro é burro”... Ah, mas deixa quieto, só quem viveu isso entende... E cansada desse mesmo blá blá blá, resolvi subir e assistir minha aula. Depois de passar horas na secretaria tentando achar o número da sala, entro toda esbaforida e dou de cara com O Monumento... Meu Deus, há tempos não via um cara tão gato!!! Lindo, cabelo “acabei de chegar de moto” (bem do jeito que eu gosto), estiloso e ainda por cima cheiroso. Fato que eu detectei logo, pois não perdi tempo e sentei ao lado do galã! Lógico que, como sou RP, em 5 minutos de aula já era a mais amiga do carinha. De cara o professor avisa que, ao longo do semestre, teríamos que desenvolver um trabalho em grupo. Aha!!! Não perdi tempo e colei na criança! Logo chegaram mais duas tchutchucas para fechar nossa patota. Que felicidade... Teria contato direto com o gostosão e rapidamente trocamos telefone, e-mail, MSN, Orkut etc. 

Nossa, eu nunca curti tanto ir à faculdade na quarta-feira, não perdia uma aula... E começaram os encontros do grupo, as reuniões na biblioteca, os telefonemas ao longo do dia... Eu tinha que assumir: Estava afinzona do catiço! E como ser diferente? O cara era simplesmente o homem da minha vida! Chego a ovular quando penso! Rs! (lembra disso Ciça? Ovular? Você odeia quando eu menciono essa palavra!). 

Eis que, certo final de semana, nos reunimos na casa do “espetáculo de homem” para finalizar o trabalho... O boyzinho morava sozinho, e logo as lamparinas do meu juízo tiveram uma idéia (eu tenho medo de mim mesma!!!!) A galera se reuniu na hora marcada, compramos uns quitutes e realmente conseguimos terminar o trabalho todo. Lá pelas tantas soltei uma - “e ai gente, vamos fazer algo depois?”. As meninas namoravam e como era sábado, não aceitaram o convite... Porém, para minha surpresa e mega felicidade, o gatinho diz que até estava a fim de curtir uma noitada. Foi à deixa né... Mandei na lata - “a então, partiu tal lugar?” Agora... que rufem os tambores... tchan tchan tchan ... Suspense para a cena (que só eu vivi!): O rapaz me responde colocando a mão “delicadamente” no meu ombro - “Hummm Clarinha, vou adorar sair com você, mas antes preciso te dizer uma coisa. Pára de me dar mole porque eu sou GAY!”. 

Bom, o final da história vocês já podem imaginar... Eu não sabia se ria ou se chorava. Como eu queria ter me tornado um avestruz naquele momento e enfiado a minha cabeça na terra. E a partir daquele dia, nos tornamos melhores amigos e confidentes. O lado positivo de tudo isso foi que acabei descobrindo um mundo totalmente estranho pra mim e que eu não suportava até então... Acabei conhecendo quase toda a “gang gay” da faculdade e hoje, simplesmente ADORO os meninos. Divirto-me horrores com as histórias e principalmente aprendi a respeitá-los com todo ser humano deve ser! Somos Únicos e isso é o que importa. Continuo a procura da batida perfeita, ou seja, do homem da minha vida rs... E juro que nunca mais dou mole prum carinha muito fashion, rs! Como eu não desconfiei que aquela Fanta era Uva?!