terça-feira, 17 de agosto de 2010

Ela é Ecochata e sabe falar sobre a Bolsa de Resíduos, onde nada se perde, tudo se transforma!



Enfim, mais uma pra coleção. Agora, além de Turismóloga e Relações Públicas, Ela também é Gestora Ambiental. Ela só não descobriu ainda como unir tudo isso numa só profissão, mas uma coisa é certa: Ela é apaixonada pelo que faz e curte ser esse indivíduo interdisciplinar!

Como Ela adora escrever (rs porque será né?!), foi convidada por uma amiga para dar algumas dicas sobre Meio Ambiente numa revista especializada na área. Ela anda tão fascinada pelo assunto que devora livros e sites, busca informações o tempo todo. Para alguns Ela se transformou numa ‘ecochata’, porém o que importa? O que vale é o que Ela tem feito para modificar, nem que seja um pouquinho só, a opinião das pessoas sobre o verdadeiro valor do Verde. Mesmo que para isso Ela continue sendo conhecida como a ‘louca do saco plástico’. Quem sabe um dia você não tem a oportunidade de vê-la contando essa história pessoalmente! Casos engraçados de como proteger o Meio Ambiente são a sua especialidade.

Os assuntos aqui abordados serão de cunho informativo. Ela não tem a intenção de dissertar com detalhes sobre temas tão complexos. Sua ideia é passar a vocês o que vem acontecendo de interessante nesse “Mercado Verde” (é assim que Ela gosta de chamar carinhosamente o Meio Ambiente).

Outro dia Ela leu um livro muito interessante chamado 'Mundo Sustentável' de André Trigueiro (além de gato, ele é Fantástico! Dã, Ela super pegaria ele). Seu apetite pelo assunto foi tanto que devorou o livro em dois dias. O capítulo que mais chamou a atenção foi o intitulado “Raspas e Restos me Interessam”, onde encontrou informações sobre Bolsa de Resíduos. A princípio, Ela achou o lance meio estranho. Uma espécie de bolsa de valores para lixo? Aprofundando o assunto, Ela  percebeu o quão lucrativo pode ser o reaproveitamento desses resíduos. 

Como funciona? Boa parte da degradação do meio ambiente é dada pela enorme quantidade de resíduos gerados e, principalmente descartados de forma incorreta pelas empresas, que por sua vez não pretendem investir em coleta adequada e outros recursos como os mecanismos de desenvolvimento limpo. As empresas que tem interesse em vender e/ou doar os seus resíduos, são valorizadas e apoiadas por órgãos governamentais e privados. E é sobre este cenário que surge a necessidade do desenvolvimento e gerenciamento de tais resíduos. Em função de uma crescente conscientização das questões ambientais, instrumentos de mercados estão sendo desenvolvidos com o objetivo de compatibilizar a produção e a qualidade dos produtos com a preservação ambiental. Com isso, foram criadas as Bolsas de Resíduos, que são instituições colaboradoras e tem como objetivo a redução, reciclagem, reutilização e valorização dos resíduos. Visa reduzir os custos de tratamento e a sua disposição final. Também orienta quanto ao manejo correto, além de buscar uma melhoria continua dos processos. 

A Bolsa de Resíduos nada mais é do que um instrumento para quem quer comercializar seu lixo. Antes, o que iria parar nos latões da empresa, agora tem outro destino. Basicamente, funciona como um classificados, onde encontramos todo o tipo de lixo que não serve mais para a empresa. A bolsa funciona como um elo de comunicação e apoio entre empresas, promovendo a interface dos negócios. Incrementando assim o intercâmbio de resíduos, que poderá ser reutilizados como matéria prima em outros processos de produção.

Buscando por informações, Ela também descobriu alguns artigos curiosos. Pensou que fosse encontrar apenas garrafas pet, papelão, isopor, pneus etc. Artigos comuns e de alto valor destrutivo ao meio ambiente. Mas não! Acreditem, é possível achar produtos a serem comercializadas como caroços de azeitona e uva, guimba de cigarro e outras coisas estranhas, até então. 

Com isso Ela pensou: Quantos de nós sabíamos que, a partir de caroços de azeitona é possível gerar energia? Uma das possibilidades do caroço de uva, por exemplo, é como biomassa para a geração de energia. Além disso, podem ser utilizados pelas indústrias de cosméticos, para a produção de cremes, hidratantes etc.

Os caroços de azeitona, assim como outros resíduos orgânicos, poderão ajudar a prover uma resposta ecologicamente correta para a produção de calor e eletricidade, graças à tecnologia que começa a ser desenvolvida por empresas israelenses. Para gerar energia, o caroço é introduzido em um reator e submetido aos processos de prótese e gaseificação, a 800º C. Nessa temperatura, suas moléculas se quebram e liberam gases como metano e monóxido de carbono que, por serem mais leves que o ar, sobe por um cano até uma turbina de gás, produzindo eletricidade. A tecnologia ainda está sendo estudada. Estima-se que para 8 mil horas de energia, são necessárias 1,6 toneladas de caroços. Os dejetos das plantações de azeitona poderão servir de matéria-prima para a geração de energia destinada à indústria de óleo de oliva, por exemplo, de forma que se tornem auto sustentáveis.

Já se foi o tempo em que, tudo que não servia mais iria parar nos aterros sanitários. A Bolsa de Resíduos tornou-se uma miscelânea de lixo fantástica, aonde Ela pôde observar o escambo de mercadorias extraordinárias. Bom, graças a Deus, vivemos na era digital e a bolsas são virtuais. Visualizem a cena de um mercado livre de lixo, estilo Meca, e um “feirante” gritando: “troco 10 toneladas de patas de crustáceos por guimbas de cigarro”. Outro comerciante ensandecido procurando comprador para os seus caminhões repletos de vísceras de animais, ossos e couro. Sim! Porque isso também foi alguns dos artigos exóticos que Ela encontrou à venda nos sites das bolsas. 

As pessoas não fazem ideia do tamanho da lucratividade que podem ter como o reaproveitamento de resíduos. A teoria de que “nada se perde, tudo se transforma” vem ganhando força entre as empresas sérias e com consciência de preservação ambiental. Claro que em alguns casos, não é somente este espírito verde que predomina. Existe também um interesse comercial, vindo de uma mentalidade corporativa sustentável. E o mais curioso é saber qual será o novo destino de tais “especiarias”. Além de muito inteligente, é uma opção divertida e consciente de se desfazer das coisas que já nos servem mais. Lembrando sempre da teoria que Ela adora citar: Se você não quer, pode ter certeza que, tem quem queira!

Viu só, Ela também sabe falar sério quando precisa!