terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Ela e o Tempo.

Esse clima chuvoso meio caído, meio pensativo, traz reflexão e uma estranha sensação. Por que será que Ela permite que as pessoas entrem e saiam de sua vida o tempo todo?  Às vezes Ela acha que se "livrou" de um pensamento em alguém ou de um pensamento "nocivo" e respira aliviada. Ufa, enfim acabou!

Mas, eis que o cheiro da chuva, fotos perdidas no Facebook e algumas conexões inexplicáveis a arrastam  para aquela velha sensação de que um dia Ela pensou que era amor pra valer. Aquele amor que tira a fome, o ar, a vontade de ver a luz do sol.

O tempo passa, as coisas mudam e por exatos 15 minutos a sua ficha cai e Ela percebe que a cisma talvez não seja uma cisma, que esse sentimento é amor mesmo e a partir dai, Ela novamente repete o ciclo, sedenta por atenção, pelas longas conversas, pelo cheiro do perfume... de repente, o telefone do vizinho toca e traz Ela pra realidade.

Ela sente o corpo paralisar, pois perdeu completamente a noção do tempo e espaço. E tudo que lhe resta é saudade daquilo que Ela não viveu. Pensando bem, Ela até viveu esse amor, mas em outro tempo. Agora, alguém explica quem inventou esse tempo para um coração que vive perdido no tempo?

A chuva passa, o sol reaparece e Ela se anima, toma banho, passa perfume, batom vermelho e sai por ai procurando por Ele. Ela sobrevive sobre o ciclo da natureza, esperando a chuva no seu tempo pra sofrer de amor... e tudo se renova, faça sol ou não.  

Ela não importa se o céu tá nublado, se o tempo fechou. Para Ela sempre haverá tempo pra mudar o tempo. Tornar sua paz inabalável a qualquer clima. Ouvir seu ritmo, fechar os olhos e sentir a brisa calma da mente Dela.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Ela decidiu ressignificar o sentido de Mudar para "Plantar uma muda"

Um dia me perguntaram o que eu fui fazer na Índia. Porque os indianos sempre me encantaram? De onde eu tirei esse "gosto estranho" de gostar do "estranho".

Será que esse vídeo responde a sua pergunta? 

Haverá o dia em que a maior parte do todo terá a oportunidade de uma tomada de consciência e perceber que, quando você trabalha o comportamento, no mínimo o que você conseguirá é mudar a pessoa. Porém, quando você perceber que ninguém muda com ações impostas, você conseguirá, através de uma visão crítica, transformar a sociedade, ou seja, você será capaz de construir outro futuro. Esse é o desafio do momento e a educação pode dar uma boa contribuição para isso.

Será mesmo que "cada um deve fazer a sua parte"? Será que está não é uma forma isolada e individualista de ser pensar e agir? Será mesmo que devemos confiar na tecnologia para mudar esta realidade?
Atualmente a mídia diz que você deve fazer a sua parte, mas esquece de dizer que essa parte não fará nenhum sentido se não estiver dentro de um contexto no coletivo. Sua ação será um energia desperdiçada caso ela não esteja de acordo com a engrenagem. Ninguém pode construir um novo futuro de forma isolada.
Este foi meu momento reflexão após assistir ao vídeo "Diálogos em EA", sugerido por Lucia Glat Jaber.Para compor o "Fala Educador" na aula do curso de extensão, resolvi compartilhar meus questionamentos sobre Educação Ambiental Crítica.

“Mude, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente e quando a mente muda, a gente anda pra frente. E quando a gente manda ninguém manda na gente.” (Gabriel, O Pensador).