Hoje Ela não contar nenhuma história engraçada, apenas abrirá seu coração num desabafo. Mas é lógico que tem a ver com “relacionamentos”. Existe algo mais estranho que a mente de uma mulher?
Certo dia Ela foi apresentada a uma pessoa extremamente intrigante, fascinante, admirável e inteligente! (não gente, Ela não estava se olhando no espelho! Digamos que o carinha seja a sua versão masculina, o perfeito “Clarisso” de calças, ou devo dizer “fulaninho” de saias?! rs!). Em cinco minutos de conversa, sobre um assunto que nem se recorda agora, a doce criatura me manda assim “você chorando? Você não tem cara de mulher que chora... parece-me ser tão independente e blá blá blá”... Seu coração começou a bater um pouquinho mais lento. Meu Pai, aquele papo lhe parecia tão familiar.
Ela já tinha ouvido algo parecido e bateu o Déjà vu. O que estava sentindo? Ela pergunta a si em silencio. Tristeza? Ela já sabia a resposta, enquanto olhava ao redor daquela cena repetente. É engraçado como umas coisas acontecem com frequência, né!?
Enquanto a azaração rolava, diversos questionamentos surgiam em sua cabecinha moderna. Em que Ela seria mais independente do que qualquer outra mulher? Quase todas as suas amigas trabalham, ganham seu próprio dinheiro, defendem suas opiniões e vivem no melhor estilo “Malandragem de Cássia Eller”. Algumas nem curtem ir ao cinema sozinhas, já Ela não se incomoda. Poucas moraram sozinhas antes de casar. Ela já morou e ainda brincou de casinha só pra ver que merda iria dar. Mas hoje Ela tá aí oh, a mais feliz!
Quase nenhuma de suas amigas viajou sozinha e Ela já (tudo bem que isso é foi quase que uma viagem “kamikaze”). Agora, será que isso serve para constar toda a sua independência? Não parece ser suficiente para assustar ninguém, ou será?!
Ela fica pensando nessa tal “mulher independente” que vive no imaginário Dele. Talvez Ele ache que Ela nunca precise de ninguém, que nunca pede ajuda, que jamais chora e que não tenha dúvidas ou não valoriza um cafuné. Enfim, Ele realmente acha que Ela é uma Mulher Maravilha! Agora diz, quem teve mesmo a ideia de queimar aquela porcaria de sutiã?
Ela passa boa parte do dia lembrando quando começou a ter idade para sonhar com independência. Atualmente Ela se cobra demais, porém tem bons motivos pra agir assim. Talvez a vida a tenha colocado nesta posição e a trata de ensinar a importância de abrir mão de algumas coisas que Ela não julga tão importante assim, como o casamento por exemplo. Ela procura colocar em sua vida uma postura própria, autônoma, única, ímpar, mas nem por isso é menos amorosa e sensível. Não é porque Ela não pensa em casar na igreja que Ela precisa passar pela situação de alguém achá-la “não casável”.
Bom, aqui vai uma reflexão da Martinha (Medeiros): "Querido, será que é tão complicado entender que independência nada mais é do que ter poder de escolha? Conceder-se a liberdade de ir e vir, atendendo necessidades e vontades próprias, mas sem dispensar a magia de se viver um grande amor.Independência não é sinônimo de solidão. É sinônimo de honestidade, é poder estar onde eu quero com quem eu quero e porque quero. Eu acredito que essa independência seja estimulante, alegre, desafiadora, vital e principalmente essencial para se viver bem ao lado de alguém bacana! Acho que, “eu preciso de você”, talvez seja uma frase que os homens estejam escutando pouco de nós".
Agora, Ela termina seu desabafo dizendo: "por que não “viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir".
É, querida, envelhecer é phoda... estou gostando muito do seu lado Clara Machado. E foi absolutamente desnecessário seu comentário de fazer uma "night" em minha homenagem. Isso é crueldade. Beijo, saudades.
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